A MOSCOU! UM PALIMPSESTO


O espetáculo “A Moscou! Um palimpsesto” ganha temporada 07 a 16 de abril no Teatro SESC Garagem.

“A Moscou! Um palimpsesto” tem concepção e direção de Ada Luana, com assistência de direção de Julia Rizzo e dramaturgia de Ada Luana e Gabriel F. No elenco: Ada Luana, Ana Paula Braga, Camila Meskell, Filipe Togawa, Kalley Seraine e Taís Felippe.

O espetáculo é uma reescrita contemporânea do clássico “As três irmãs” de Anton Tchekhov. Em um diálogo caloroso entre o teatro e a música, quatro atrizes e dois músicos se propuseram a compor a sua versão do drama. Escrita entre os vestígios da peça original, a peça explora o tema da dificuldade de resistir à erosão da vida e dos sonhos pela ação do tempo. Revisitando o drama dos quatro irmãos Tchekhovianos que sonham em voltar para Moscou, o paraíso perdido, sem nunca conseguir, deparamo-nos com questões que dialogam perfeitamente com nosso aqui e agora.

“E se o gênio da lâmpada aparecesse e dissesse: a vida que você viveu até agora foi só um rascunho e você tem a chance de passá-lo a limpo.” (Trecho da adaptação de Ada Luana e Gabriel F.)

A Moscou! Um palimpsesto nasceu deste desejo de rasurar e reescrever o passado. Tendo como ponto de partida o clássico As três irmãs, de Anton Tchekhov, criamos nosso palimpsesto. Isto é: um texto novo escrito sobre um antigo. Clássicos são obras que se ressignificam com os ciclos históricos por carregarem questões atemporais. Em As três irmãs, encontramos o tema da degradação à qual o tempo submete a vida dos seres, seus sonhos e desejos de realização pessoal. Um clássico que resistiu ao tempo e que fala justamente da dificuldade de resistir.

Eis o drama dos quatro irmãos Tchekhovianos. Enquanto fervem por dentro e projetam seus desejos e a esperança de plenitude no paraíso perdido ao qual chamam Moscou, eles se entorpecem, ato após ato, em sua incapacidade de agir. Cada vez mais abafados pela banalidade da vida cotidiana, assistem inertes a erosão da vida e de seus desejos, tornando-se, enfim, náufragos ou fugitivos de suas próprias quimeras.

Sobre a diretora Ada Luana:

Ada Luana é atriz e bacharel em interpretação teatral pela Universidade de Brasília e mestre em Estudos Teatrais pela Universidade Sorbonne Nouvelle Paris III. Ada é também uma das fundadoras da Companhia de Teatro Setor de Áreas Isoladas, onde foi co-criadora da trilogia Estudos sobre a Violência, formada pelos espetáculos, Vialenta, Terapia de Ris(c)o e Qualquer coisa eu como um ovo.

Para além do trabalho com a companhia, Ada integrou o elenco de importantes montagens locais e nacionais, trabalhando com diretores como Antônio Abujamra, Hugo Rodas, Diego Bresani, Marco Michelângelo e Gabriel F., em produções teatrais como A Mais Forte, O Rei da Vela; Seis Personagens a Procura de um Autor, Os Demônios, A Ópera dos Três Vinténs e A Vida Impressa em Xerox. No exterior, integrou a montagem cênico-musical Théâtre, dirigida por Marcus Borja e apresentada no CNSAD (Conservatoire National Superior d’Art Dramatique) de Paris.

Participou de diversos workshops e treinamentos, destacando-se o workshop Professional Actor’s Class para no Stella Adler Studio of Acting em Nova York, e o estágio em cenografia na companhia nova-iorquina 3 Legged Dog – Art and Technology Center. Além de ter sido participante do Ciclo de Leituras Dramáticas com Fernanda Montenegro, o workshop Os Sertões com José Celso Martinez, o workshop A Preparação do Ator com a atriz Lígia Cortez e a oficina Palavra de Ator com Maurice Durozier da trupe francesa Théâtre du Soleil.

No cinema, integrou o elenco do longa metragem “Simples Mortais” com direção de Mauro Giuntini, exibido no 39o Festival de Cinema de Brasília.

Ada foi indicada aos prêmios de Melhor Atriz nos Festivais de Blumenau nos anos de 2004 e 2005, pelos espetáculos Seis Personagens à Procura de um Autor e A Mais Forte. Em 2005 e 2009 foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz no Prêmio SESC do Teatro Candango, em Brasília, pelos espetáculos A Mais Forte e Terapia de Ris(c)o, e em 2011 foi novamente indicada ao prêmio de Melhor Atriz pelo espetáculo Terapia de Ris(c)o no XVIII Festival de Teatro do Rio de Janeiro.

Sobre a Produtora Taís Felippe:

Começou a trabalhar com produção em 2005 no Sesc, produzindo grande eventos como Sesc Fest Clown, Festival da Música, Palco Giratório, Mostra de Teatro Candango, produz e dirige espetáculos da Rede Bodytech em BSB desde 2008 e Goiânia desde 2015. Produção local dos espetáculos cariocas: “A Fantástica baleia engolidora de circos”, “Branca de Neve”, “Oficina de Figurinos com Raquel Theo” com patrocínio da Caixa Cultural. Idealizadora e produtora da Mostra de Dança “Capital em Dança” que acontece todo ano no mês de junho. Atualmente é diretora de produção e atriz do espetáculo “A Moscou”.

Serviço

A Moscou! Um palimpsesto
Data: De 07 a 16 de abril de 2017 (De sexta a domingo às 20 horas)
Local: Teatro Sesc Garagem (SEPS 713/913 sul)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)
Informações: (61) 3445-4420
Classificação indicativa: 14 anos.

Ficha Técnica:

Concepção e direção: Ada Luana
Assistência de direção: Julia Rizzo
Dramaturgia: Ada Luana e Gabriel F.
Elenco: Ada Luana, Ana Paula Braga, Camila Meskell, Filipe Togawa, Kalley Seraine e Taís Felippe
Iluminação e Fotografia: Diego Bresani
Trilha sonora original e execução ao vivo: Filipe Togawa e Kalley Seraine
Cenário e Figurinos: Roustang Carrilho
Produção: Raquel Fernandes e Taís Felippe
Preparação de canto: Michelle Fiuza
Preparação física: Daniel Dionísio.

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