ANA SUCHA VOLTA A BRASÍLIA


Cantora carioca Ana Sucha volta a Brasília para show no Setor Comercial Sul. De volta à Capital, cidade onde passou a adolescência, cantora comemora sucesso do trabalho Inês, lançado ano passado em apresentação no Espaço Cultural Canteiro Central. Em show solo, Sucha mostra versatilidade usando loopers e efeitos, tornando-se uma banda de uma só pessoa

O domingo, 24 de março, será regado a boa música na Capital. A data marca mais um show da cantora carioca Ana Sucha em Brasília. É a segunda apresentação de Ana, que sobe ao palco do Espaço Cultural Canteiro Central (SCS) às 20h. No show, canções do disco Inês, lançado no último ano, e temas essenciais como o empoderamento feminino e questões LGBT. Os ingressos antecipados estão à venda pelo site Sympla.

Sucha é uma jovem cantora, compositora e multi-instrumentista carioca. Viveu parte da adolescência em Brasília e, ao voltar para o Rio de Janeiro, com intuito de estudar Psicologia na UFRJ, acabou vendo na música seu caminho possível. Experiente baterista até então, Sucha encarou o violão e o canto como desafios, que hoje são seu maior ofício. Foi então que o reconhecido produtor Eugenio Dale – que já trabalhou com Ana Carolina, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Baby do Brasil e Dominguinhos – juntou-se a ela para a gravação do disco “Inês”, seu primeiro de carreira.

Em “Inês”, Sucha canta o feminismo e a luta LGBT em momentos, ora intensos, ora divertidos, sempre com originalidade e talento. Prova disso é o trecho “Ô mamãe/Há mais de um mês/Tô namorando a Inês/Nem reparei no rapaz”, da canção “Uma mulher feliz”, tema da série “Liberdade de Gênero” exibida pelo canal GNT. A “Inês” que intitula o álbum é Inês de Castro, uma jovem mulher que vivia um amor proibido com D. Pedro I de Portugal. Ela foi brutalmente assassinada a mando do pai do seu amado – anos após ser morta, foi coroada como rainha.

No palco, o grande diferencial é o fato de Ana tocar sozinha sons de diversos instrumentos, mas todos criados a partir de um violão. O segredo está nos loopers e diversos pedais de efeito que dão a ela bateria, coro, baixo e outras variações que criam a “banda Anas”. O formato “big band de uma pessoa só” impressiona pela agilidade em que a música é criada e suas nuances e comprovam a originalidade da artista.

Os ingressos custam R$ 20 (meia-entrada) e estão à venda pelo link http://bit.ly/IngressosAnaSucha. O show é assinado pela Um Nome Produção e Comunicação. A versão física do disco “Inês” estará à venda sob o valor de R$ 20.

Serviço

Ana Sucha tour “Inês” – Brasília
Quando: 19 de março, às 20h
Local: Espaço Cultural Canteiro Central
Valor de ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Como comprar: À venda antecipadamente pelo site Sympla, no link http://bit.ly/IngressosAnaSucha, e na bilheteria do local, com uma hora de antecedência, caso a venda online não tenha se esgotado.
Classificação indicativa: 12 anos
Mais informações: (61) 99253-6952 ou umnomecomunicacao@gmail.com
Produção: Um Nome Produção e Comunicação

Saiba mais sobre Ana Sucha e o disco “Inês”

A originalidade e o talento de Ana Sucha, em pouco tempo de estrada, já a levaram para grandes palcos dentro e fora do Brasil. Depois de tocar no maior festival de música brasileira da Holanda – por onde também passaram Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Gadú, Ana Sucha apresenta seu disco de estreia, “INÊS”, com produção de Eugenio Dale, que trata de suas vivências enquanto “ser mulher”, dotado de sentimentalidades, ironia e boas doses de diversidade musical.

O nome do disco é inspirado pela história de Inês de Castro, uma jovem mulher que vivia um amor proibido com D. Pedro I de Portugal. Ela foi brutalmente assassinada a mando do pai do seu amado – anos após ser morta, foi coroada como rainha. “Inês” trás consigo essa mensagem de que a mulher mesmo sendo preterida, agredida ou morta dentro desse um sistema extremamente machista em que vivemos – ela tambem é rainha. E no disco, ela busca e entende sua força.

Autodidata, Ana Sucha toca – junto com Eugenio Dale – praticamente todos os instrumentos no disco. Nas faixas “Seis sentidos” e “Eu sorrio bem mais”, eles contam com a participação dos incríveis Frederico Puppi (violoncelo) e Gustavo Corsi (guitarra). Já na canção “Onde você está?” e “Bagatelas”, quem participa é Dennis Novaes (cavaquinho).

Ana assina sete das 10 faixas do disco, ora sozinha, ora acompanhada por parceiros como Eugenio, Dennis, Suely Mesquita ou Zerzil. Também assinam canções, João Paulo Gusmão e Dennis Novaes, parceiros da cantora da época em que vivia em Brasília, e Zerzil.

“Doze temporadas”, balada de Ana Sucha, abre o disco sentenciando a superação de um relacionamento – consigo mesma – por meio da música. A canção dá o tom da poética de Sucha, onde há espaço para sentimentalidades e ironia. A “volta por cima” e o sentimento de libertação para ser quem e o que quiser ser, pode ser ouvido na faixa seguinte, “Do Fundo do Poço”, um pop-rock assinado por Sucha e Zerzil.

“Uma mulher feliz”, terceira faixa do disco, tem assinatura de Ana Sucha, Eugenio Dale e Suely Mesquita, e remonta influências da música paraense, com sintetizador bem marcado, para falar de uma relação homossexual com o “eu-lírico” do disco, a Inês. Divertida, a faixa promete encabeçar as preferidas do público, com seguinte a frase: “Ô mamãe/Há mais de um mês/Tô namorando a Inês/Nem reparei no rapaz”. A sequência traz “Meu nome é tchau”, de Ana Sucha e Suely Mesquita, e traz um funk carioca irônico sobre o término de uma relação opressora.

A balada “Seis sentidos” é uma boa declaração de amor à carioca e confere ao disco caráter popular, com promessas de boa aceitação radiofônica. Emenda-se a esta, “Sobre pássaros, flores e espinhos”, do compositor brasiliense Dennis Novaes. A faixa, que originalmente foi composta como samba, ganha, no disco, um potente arranjo roqueiro e traz uma bela reflexão sobre o amor: “Amor/A vida é feito um passarinho/É como a flor e o espinho/Tem o cantar e o sofrer”.

“Onde você está?” tem linha melódica doce e se apresenta como uma balada que versa sobre a solidão de forma muito criativa e contemporânea. Em “Vermelho cor de sangue”, de Zerzil, Ana Sucha empunha campanha feminista com letra forte e depoimentos de mulheres sobre o primeiro assédio que sofreram colados em pastiche ao longo da canção, a exemplo do videoclipe da música – lançado no dia internacional da mulher.

No “samba quadrado” “Eu sorrio bem mais”, uma composição de Dennis Novaes e João Paulo Gusmão, encontra-se outra volta por cima, com bela linha de violoncelo em diálogo com a voz de Ana Sucha. O disco termina com “Bagatelas”, canção de mensagem positiva que remete ao blues e tem na “fofura” e na brincadeira seu eixo central, com coro bem marcado, gravado por amigos da cantora.

Inês está disponível em todas as plataformas digitais.

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