CACAI NUNES EM SHOW SOLO


Cacai Nunes mostra em show solo a viola além do universo caipira

Nascido em Pernambuco e desde criança morando em Brasília, Cacai Nunes traz em seu trabalho boa parte do que conhecemos como Música Popular Brasileira. Ritmos nordestinos como forró, baião e xote, o choro carioca e brasiliense, a música caipira e a de origem africana, tudo faz sentido na sua atuação como intérprete, compositor, pesquisador e divulgador. O violeiro é a próxima atração a se apresentar no projeto Solo Música, no dia 24 de maio, às 20h, na Caixa Cultural de Brasília.

“Será uma grande satisfação mostrar a intimidade que criei nestes anos com minha viola nesse projeto tão significativo para quem faz música. O Solo Música é fartura nos tempos de seca. Fico muito honrado por estar ao lado de tantos artistas de renome, num projeto que privilegia a atuação do músico, em versão solo, ao lado de seu instrumento”, diz o artista. Neste show, Cacai mostrará o porquê de ser um artista de influências múltiplas que, mesmo tendo escolhido a viola para tocar, buscou agregar ao instrumento diversas possibilidades em repertórios muito diversos. Como sua “viola brasileira”, ele tocará um repertório que está bem além do universo caipira.

Entre as escolhas, há a influência da música erudita revelada na sua opção de tocar “Mazurka-Choro”, de Villa-Lobos. A Nordeste se faz presente com “Depois da Sanfona”, do próprio Cacai, “Tesouro e meio”, de Luiz Gonzaga e “Arrumação”, de Elomar. O choro, tão relacionado com Brasília, está representado em “Floreaux”, de Ernesto Nazareth. E a música caipira, claro, marca presença com a “clássica” “Tristezas do Jeca”, de Angelino Oliveira e “Ai amor”, de Carreirinho.

O show faz ainda uma homenagem do músico à natureza do Cerrado, com obras de Roberto Corrêa e composições próprias, como “Lobo Guarânia”. “Cacai está paulatinamente, sem pressa, se colocando entre os grandes violeiros do país e faz isso de maneira muito especial, tocando repertório que não é usual na viola”, enfatiza Alvaro Collaço, curador e produtor da Série Solo Música.

Desde a infância em Brasília

Cacai Nunes nasceu em Pernambuco e foi criado em Brasília. Iniciou seus estudos de viola brasileira em 2001, tendo estudado com Marcos Mesquita e Roberto Corrêa. Seu outro mestre foi Alencar 7 Cordas, responsável por alavancar o interesse pela harmonia funcional na música popular. Seu primeiro CD “O Avesso”, de 2006, traz composições próprias e arranjos a músicas de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Dilermando Reis. Em 2013, lançou o CD “Casa do Chapéu”, onde apresenta elementos da música dos terreiros de candomblé e temas sobre a natureza do cerrado. “Cacai Nunes e Regional Chora Viola”, realizado com os músicos Dudu Sete Cordas (violão de sete cordas), Leo Benon (cavaquinho) e George Lacerda (pandeiro), foi lançado em 2017 e é consequência do seu envolvimento com choro, que o fez fundar dez anos antes o Curso de Viola na Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello.

Como violeiro, Cacai Nunes levou sua arte ao exterior: em Washington (EUA), Argel (Argélia), Bamako (Mali), La Coruña (Espanha), Paris (França), Genebra (Suíça), Amsterdã (Holanda), Bogotá (Colômbia) e por oito cidades do Chile, incluindo a capital Santiago.

É pesquisador de música brasileira. Criou na internet o blog Acervo Origens (www.acervoorigens.com), e um programa homônimo na Rádio Nacional Brasília FM 96,1mhz. Em 2010, Cacai Nunes realizou, por meio da Bolsa da Funarte, o projeto intitulado “Um Brasil de viola”, em que registrou em áudio e vídeo a vivência de tocadores de viola em nove estados do país e disponibilizou tudo gratuitamente no blog www.umbrasildeviola.blogspot.com. Outro interesse seu é o forró. É criador e DJ do projeto “Forró de vitrola”, que já realizou mais de 80 bailes em Brasília e que nos últimos anos passou também a ocupar espaços públicos, ao transformar uma Kombi em carro de som.

A apresentação de Cacai Nunes, na Série Solo Música, em 24 de maio, às 20 horas, tem patrocínio da CAIXA e Governo Federal e é uma realização de Alvaro Collaço Produções com produção local de Tatiana Carvalhedo Produções. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) podem ser adquiridos a partir do sábado anterior à data do evento, na bilheteria do Teatro da CAIXA, na CAIXA Cultural Brasília. A bilheteria da CAIXA Cultural Brasília abre de terça a sexta-feira e domingo, das 13h às 21h; sábado, das 9h às 21h. Informações: 3206-6456 (bilheteria). A classificação indicativa é 12 anos.

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