Em 2017, programa de policiamento especializado fez 7,8 mil visitas e acompanhou mais de mil famílias

Diferentemente do informado pela Secretaria da Segurança Pública, as demandas chegam pelo TJDFT, e não pelo Ministério Público do DF e Territórios, e o programa foi criado em 2007, e não em 2014.

A quantidade de famílias acompanhadas pelo programa de policiamento de prevenção orientado à violência doméstica (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), aumentou em 45% nos últimos três anos. Em 2017, mais de mil famílias foram atendidas. Em 2016, mais de oitocentas, e, em 2015, 731.

A iniciativa ajuda a inibir e interromper o ciclo da violência doméstica praticado contra a mulher. Atualmente, o programa está em 14 batalhões, que, juntos, atendem 22 regiões administrativas. Setenta e quatro policiais atuam no Provid.

“É um trabalho bastante sensível, em que o agente observa o comportamento da vítima para constatar se é um caso de violência. A partir daí, a família é monitorada”
Jucilene Pires, tenente-coronel chefe do Centro de Políticas Públicas da Polícia Militar

Outro dado que chama atenção é o de visitas domiciliares. Os policiais fizeram 7,8 mil, o que representa acréscimo de quase 45% em relação a 2015 e de 7,3% a 2016. A depender do caso, é preciso ir várias vezes a uma mesma casa, por isso o número de visitas supera o de famílias acompanhadas.

A chefe do Centro de Políticas Públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Jucilene Garcez Pires, destaca o papel dos policiais no processo.

“É um trabalho bastante sensível, em que o agente observa o comportamento da vítima para constatar se é ou não um caso de violência. A partir daí, a família é monitorada e, dependendo do caso, encaminhada para atendimento mais criterioso”, explica Jucilene.

As demandas do programa chegam à PMDF, principalmente, via Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e por meio de ocorrências atendidas pela corporação. Quem precisar pode procurar os batalhões onde o serviço é oferecido (veja lista abaixo).

Eixos de atuação do Provid

O programa nasceu em 2007 e foi pensado com base na filosofia de polícia comunitária. São atendidos casos de abandono de incapaz, ameaça, cárcere privado, estupro, injúria, lesão corporal, maus-tratos e tentativa de homicídio.

Três eixos orientam o trabalho. O primeiro consiste em ações educativas na comunidade. O segundo é o acompanhamento das famílias, e o último desenvolve serviço integrado com a rede de proteção, composta por diversos órgãos governamentais.

Batalhões da Polícia Militar que oferecem o atendimento do Provid

2º Batalhão (Taguatinga)

QNB AE 8, Samdu Taguatinga Norte
(61) 3190-0226 / 3190-0227

4º Batalhão (Guará/Estrutural/Lago Sul/SIA)

AE 10, Módulo A, Guará II
(61) 3190-0464 / 3190-0472

Batalhão (Ceilândia Sul)

QNN 6, AE s/n, Guariroba
(61) 3190-0816 / 3190-0815

9º Batalhão (Gama)

AE 2, Setor Sul
(61) 3190-0982 / 3190-0983

10º Batalhão (Ceilândia Norte)

Setor de Indústria
(61) 3190-1051

11º Batalhão (Samambaia Norte)

QR 203, AE s/n
(61) 3190 1150

13º Batalhão (Fercal /Sobradinho/Sobradinho II)

Quadra Central, AE 2
(61) 3190-1303 / 3190-1301

14º Batalhão (Planaltina)

AE 13, Setor Norte
(61) 3190-1423

16º Batalhão (Brazlândia)

AE A, Lote 1, Setor Norte
(61) 3190-1610

20º Batalhão (Itapoã/Paranoá)

QD 33, AE s/n
(61) 3190-2013

21º Batalhão (Jardim Botânico/São Sebastião)

QD 201/202, AE 2
(61) 3190-2103 / 3190-2110

25º Batalhão (Candangolândia/Núcleo Bandeirante/Park Way)

SMPW QD 6, Conjunto 2, AE s/n, Núcleo Bandeirante
(61) 3190-2502

26º Batalhão (Santa Maria)

QC AE 1, Av. Alagados
(61) 3190-2612

27º Batalhão (Recanto das Emas)

EQ 111/305
(61) 3190-5291

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