Exposição na CLDF dá visibilidade às mulheres invisíveis


Três fotógrafos compartilham seus olhares sobre a diversidade feminina | Foto: Carlos Gandra/CLDF

Dar visibilidade às invisíveis. Foi esta a ideia que motivou o trio de fotógrafos Mariana Almada, Jô Gonçalves e Christoph Diewald a realizar a exposição “A minha, a sua… a nossa história!”, que retrata mulheres de várias localidades, cores e sotaques diferentes. A mostra permanece em cartaz no foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal até o final do mês.

Inaugurada junto à comissão geral da CLDF para debater o machismo institucional, nesta quinta-feira (21), a exposição apresenta fotografias em vários formatos que podem ser lidas de muitas maneiras. Questões do universo feminino, como empoderamento, as lutas, a fé e o próprio cotidiano, estão na mira dos fotógrafos. Sem esquecer da necessidade de interação que deve haver entre homens e mulheres na conquista da igualdade.

“É como se as mulheres das fotos quisessem nos dizer: eu estou aqui, eu existo”, observa a brasiliense Mariana Almada, que coordenou a mostra. No seu trabalho, ela busca, entre outros aspectos, tratar das mudanças em curso no planeta, a imagem e seus desdobramentos, o ser humano e suas expectativas.

Para Jô Gonçalves, médica paraibana que residiu muitos anos em Brasília, onde integra o Candango Fotoclube, “é possível focar a exposição sob vários recortes”. A fotógrafa observa a pertinência entre o tema do debate na CLDF – machismo institucional – e a exposição: “É uma atitude que pode ser presenciada em qualquer situação”.

Na próxima semana, ela lança seu primeiro livro – com fotografias que fez na Ucrânia – no Foto em Pauta, o festival de fotografia de Tiradentes (MG).

E o que tem a dizer o representante masculino do grupo, Christoph Diewald? Alemão que reside há 25 anos no DF, onde trabalhou em projetos relacionados ao meio ambiente e biodiversidade, teve a oportunidade de viajar pelo país e conhecer diversas comunidades tradicionais e indígenas, cujas mulheres são retratadas nas fotos. Para ele, chamou a atenção que, na hora do clique, “as mulheres não se esquivavam, queriam ser fotografadas, serem vistas”.

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