FESTIVAL SAI DA REDE


Um panorama plural com representantes das novas vertentes da música brasileira, que, através da internet e seus canais de comunicação e compartilhamento, ganham o mundo e conquistam um número incontável de seguidores.

Nas noites dos dias 25 e 26 de março e 8 e 9 de abril, o palco do Teatro I do CCBB Brasília recebe oito projetos musicais contemporâneos e totalmente distintos. Os artistas convidados, todos jovens, surfam com naturalidade através dos inúmeros canais de interação e divulgação, disponíveis na internet, assim como fazem uso das várias ferramentas de produção disponíveis na atualidade. De maneira que o “Sai da Rede” se apresenta como uma oportunidade para apreciar, ao vivo, artistas que têm realizado uma produção plural, a partir de criações coletivas ou individuais. O festival também ganha edições nos demais CCBB’s: Em São Paulo, nos dias 15, 22 e 29 de março; no Rio de Janeiro, de 16 a 19 de abril; e em BH, de 29 de março a 2 de abril.

A maioria dos artistas desta nova geração da música popular brasileira, a exemplo dos que participam desta 4ª Edição do “Sai da Rede” – Mahmundi, Rico Dalasam, Tássia Reis, Flora Matos, 13.7, Júlia Vargas, Ana Vilela e Rubel – ao mesmo tempo em que compõem e interpretam seus trabalhos, registram suas produções em estúdios, por vezes montados em casa, porém, com equipamentos profissionais, o que para Pedro Seiler, um dos curadores do Festival, “se deve muito às facilidades de gravação, por conta das tecnologias avançadas e de baixo custo”. E, uma vez conectados e inseridos no imenso universo da internet, “há, entre eles, uma grande comunicação e, não raramente, tocam ou criam e compõem juntos, mesmo morando em diferentes cidades”, observa Pedro.

Ao se considerar que a internet e as ferramentas tecnológicas disponíveis são peças-chave na engrenagem da produção musical nos dias de hoje, desde a criação à comercialização, Amanda Menezes, produtora executiva do Festival e também curadora, destaca: “a música contemporânea ganha registros em gravações profissionais com qualidade cada vez mais apurada e, fruto do acesso livre à informação, alcança um público global”. O público vem se adaptando rapidamente a esta nova forma de descobrir, ouvir, comprar e tocar música, e “as mídias sociais e os sites especializados têm se mostrado fundamentais para sua difusão, atuando com papéis claros dentro dessa enorme produção”, avalia Amanda.

“Um dos aspectos mais interessante deste projeto é ser extremamente contemporâneo. Com isso, as temáticas abordadas pelos artistas são sempre atualíssimas. Na edição deste ano a programação é muito diversificada, mas as discussões sobre empoderamento feminino, liberdade de gênero, luta pela igualdade social estarão muito presentes”, Comenta Amanda.

As edições anteriores do Sai da Rede

Em 2011, 2012 e 2013, a realização das edições anteriores do Festival “Sai da Rede”, confirmou a demanda e a relevância da iniciativa. Na edição de 2011, os nove diferentes shows realizados lotaram o Teatro I do CCBB Brasília, com direito a show extra de Tulipa Ruiz. Em 2012, o festival teve seu público e formato ampliados já que se optou pela realização do evento ao ar livre, gratuitamente, na praça do Patriarca, em São Paulo, elevando a presença de um público estimado em média de 2,5 mil pessoas por dia. Em 2013, o projeto alcançou grande sucesso, atraindo um público neófito ao CCBB do Rio de Janeiro.

Programação

A cantora, compositora, produtora e multinstrumentista Mahmundi é quem abre a programação do Festival (dia 25), quando apresenta parte do repertório de seu álbum de estreia, que leva o nome da artista. Disco produzido por ela e que conta com 10 canções de sua autoria. Na mesma noite, Rico Dalasam apresenta seus raps autorais, lançando em seu disco “Orgunga”. Dono de seu próprio estilo e de suas rimas, Rico provou, logo em sua estreia, ser um rapper à altura dos grandes, sendo reconhecido por todos eles em convites para participações. De fora do meio, Gilberto Gil também aprovou.

No domingo (dia 26), segundo dia do Festival, quem abre a noite é Tássia Reis. Letrista, compositora e cantora, Tássia é uma potência criativa de convicções, em seu discurso feminista e libertário, da intolerância à opressão emocional, em canções embaladas por sua voz doce. Em seguida, é a vez da brasiliense Flora Matos. MC, que para André Maleronka, editor-chefe da Vice Brasil, “está entre os artistas mais interessantes que apareceram no país nos tempos recentes”.

A noite do segundo fim de semana do “Sai da Rede” (dia 8), começa com o grupo carioca 13.7, cujas influências vem do rock, blues, samba, vanguarda paulistana, Folk, MPB ou, como eles mesmos dizem: “de tudo que vem de onde não sabemos e ainda assim consegue fazer sentido, fazer sentir”. A segunda surpresa da noite é versatilidade e a musicalidade de Júlia Vargas. Uma aposta de Milton Nascimento, “Júlia Vargas é dona de uma gloriosa voz. Nos últimos anos tenho visto poucas cantoras com tanto potencial como o da Júlia. Ela vai dar muito o que falar ”.

Para a noite de encerramento do Festival (dia 9), Ana Vilela, autora de “Trem-Bala”, que circula em milhares de celulares, através do aplicativo WhatsApp, e alcançou um sucesso impossível de se contar, ao ser interpretada por Gisele Bündchen. E para a despedida do Festival, o carioca Rubel, sucesso no Youtube, com mais de 3,6 milhões de visualizações, apresenta canções de seu álbum autoral e independente Pearl.

Serviço

Projeto: Festival “Sai da Rede”
Local: Teatro I do CCBB Brasília
Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Programação:
25/3 – Sab: 20h – Mahmundi e Rico Dalasam
26/3 – Dom: 19h – Tássia Reis e Flora Mattos
8/4 – Sab: 20h – 13.7 e Júlia Vargas
9/4 – Dom: 19h – Ana Vilela e Rubel
Classificação indicativa: Livres para todos os públicos.
Ingressos: R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira)
Os ingressos começam a ser vendidos dois domingos antes dos shows da semana e podem ser adquiridos na bilheteria do CCBB, de quarta a segunda, das 13h às 21h, ou pelo site web.upingressos.com.br.
Informações: (61) 3108-7038.

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