MOVIMENTO DULCINA VIVE


‘Dulcina VIVE’ ocupada e resistente em Brasília

Desde o início de 2017 o complexo de arte Dulcina de Moraes, no Setor de Diversões Sul/CONIC, está ocupado por membros do movimento ‘Dulcina Vive’, que querem o funcionamento normal da faculdade, teatro e galeria, aos cuidados da Fundação Brasileira de Teatro – FBT. O local é marco histórico da arte em Brasília, ‘patrimônio cultural da humanidade’, mas pesa sobre ele um complicado processo judicial.

A pedido de professores e alunos, em 2012 a FBT sofreu intervenção e passou a ser gerida pelos administradores judiciais Francisco de Sousa e Marco Schmitt, indicados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT, para viabilizar a instituição. Eles fizeram um plano de cinco anos para manter a casa funcionando, negociar dívidas e formar um novo ‘Conselho de Curadores’.

“Em setembro de 2016 o MPDFT solicitou edital para formar o Conselho Curador, enviado pelos administradores judiciais. Mas, ao invés de autorizar o processo e sem dialogo, em janeiro de 2017 o promotor Josué Arão de Oliveira afastou Francisco de Sousa e Marco Schmitt, nomeando Vanessa Pimenta, delatora premiada na Operação Acrônimo, que trouxe pronto o edital”, informa a porta voz Julie Wetzel.

“A medida revoltou os 200 alunos, 30 funcionários e 20 organizações apoiadoras, da comunidade Dulcina Vive. Trocaram uma gestão ativa, por uma gestão vegetativa, sem explicação. Então criamos uma representação, ‘Terceiros Interessados’, formada pela diretora acadêmica Sílvia Paes, pelos professores Túllio Guimarães e Gislene Macedo, e por mim. Somos representados pelo advogado Jonas Modesto”, diz a porta voz.

O grupo questionou as medidas do procurador Josué Arão, junto ao Tribunal de Justiça o Distrito Federal e Territórios – TJDFT. Pedem a saída de Vanessa Pimenta, envolvida em corrupção, e a impugnação do edital elaborado sem a participação da comunidade ‘Dulcina Vive’. Marilsa Neves Gebrin, juíza da 7ª Vara Cível/TJDFT impugnou o edital e perguntou ao promotor se ele sabia que Vanessa era delatora premiada.

“Então o procurador defendeu suas medidas, em 70 páginas, alegando que não tem porque tirar a administradora judicial por ele nomeada e que o edital é eficiente, simplificador. Acusa-nos de estarmos agindo de ma fé, com interesses reclusos. Na sexta, 24/03/2017, entregamos a nossa defesa e agora aguardamos a determinação da juíza. Queremos que ‘Dulcina Viva’ e cumpra sua missão artística”, conclui Julie Wetzel.

Mais informações: (61) 99902.5819 (comunicação); 99986.1307 (jurídico); 98331.5596 (programação); ocupacaodulcina@gmail.com

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