O ESPANHOL “BARRO ROJO”


Espetáculo espanhol estreia no Brasil no Festival Cena Contemporânea 2017. “Barro Rojo” traz a história dos gays que viveram nos campos de concentração e na prisão do regime de Franco, na Espanha. Dias 24, 25, 26 e 27 de agosto

Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, chega à 18ª edição. De 22 de agosto a 03 de setembro, o festival, que é um dos cinco maiores do Brasil, traz espetáculos de 22 países, ocupando os principais palcos do Distrito Federal. A programação de 2017 fala de tolerância, liberdade, respeito às diferenças e de muita invenção. Espetáculos de quatro países – Espanha, França, Colômbia e África do Sul – se unem a montagens de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal para propor uma grande reflexão sobre a nossa contemporaneidade. Uma das peças de destaque é “Barro Rojo” (Espanha), um retrato, às vezes dramático às vezes cômico, da repressão de gays na Alemanha nazista e no regime de Franco, na Espanha. A montagem, que tem apoio do Instituto Cervantes, recebeu o prêmio de Melhor Espetáculo do Festival Indifest de 2016 e estreia no Cena Contemporânea dia 24 de agosto, no Teatro SESC Garagem, na 913 Sul. Depois segue com sessões nos Teatros SESC do Gama e da Ceilândia (vide serviço).

Dirigido pela queniana Linda Wise e pela chilena Daniela Molina,”Barro Rojo” é uma criação do dramaturgo e ator espanhol Javier Liñera, que, aliás, interpreta a peça. A montagem é um monólogo que mescla diversas linguagens do teatro, além da dança e da música, para mostrar uma viagem pela história do protagonista e de seu tio, que foi encarcerado num campo de concentração e depois numa prisão somente por ser gay. “Voltando à Alemanha nazista e à Espanha de Franco, a intenção da montagem é refletir sobre o presente. Mostrar a realidade que viveram pessoas no passado para que agora se possa ter a liberdade e os direitos do presente”, disse Liñera.

De acordo com Linda Wise, “Barro Rojo” não trata apenas de questões que envolvem o mundo gay, como “sair do armário” ou a militância pela justiça. A peça fala sobre a essência das pessoas e como elas devem ser respeitadas. “A obra tenta ter um gesto transparente questionando os limites da nossa tolerância com os outros, com a condição do que é ou outro”, disse a diretora.

O festival estreia na terça-feira, dia 22 de agosto, com a encenação de Black Off, no Teatro da Caixa, espetáculo sul-africano que aborda o pensamento racista como construção histórica. O Cena Contemporânea tem coordenação geral de Michele Milani e direção de produção e curadoria de Alaôr Rosa. O festival conta com o copatrocínio do SESC e patrocínio da Caixa, FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal e Petrobras.
O Cena vai ocupar os principais palcos do Distrito Federal. A programação se estenderá do Teatro Funarte Plínio Marcos à rede de teatros do SESC (no Plano Piloto, em Ceilândia, Taguatinga e Gama), ao Teatro da Caixa, Museu Nacional, além de chegar a espaços alternativos, como Imaginário Cultural (Samambaia), Teatro Lieta de Ló (Planaltina), Parque Olhos D’Água, Praça do Conjunto Nacional e Praça da Bíblia na Estrutural.

Em 2017, o festival reafirma ainda a parceira com o Festival Primeiro Olhar – Festival Internacional de Teatro para a Primeira Infância, realizado pela companhia brasileira-espanhola La Casa Incierta, uma das pioneiras no Brasil na abordagem de espetáculos voltados para este público específico. A programação do Festival Primeiro Olhar acontecerá sempre aos sábados e domingos, no Auditório I do Museu Nacional da República.

Serviço

Cena Contemporânea 2017 – “Barro Rojo”
Dia: 24/08
Local: Teatro Sesc Garagem – 913 Sul
Horário: 19h
Valor: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Dia: 25/08
Local: Teatro Sesc Paulo Grancindo – Setor de Indústria, quadra 2, Gama
Horário: 20h
Entrada Gratuita
Dia: 26 e 27/08
Local: Teatro Sesc Newton Rossi – QNN 27 Lote B, Ceilândia Norte
Horário: 20h
Entrada Gratuita

FICHA TÉCNICA

Texto e interpretação: Javier Liñera
Direção: Daniela Molina e Linda Wise
Piano: Ismael Merino
Design e iluminação: Patxi Pascual
Som: Airton Perez
Coreografia: Oscar García e José Manuel Placeres
Trilha sonora: Ismael Merino e Pierre-François Blanchard
Cabelo: Beatriz Lopez
Imagens: Laurent Leger Adame

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