SÉRIE SOLO MÚSICA NA CAIXA


A Série Solo Música terá sua quinta temporada em Brasília, na CAIXA Cultural. Serão dez atrações de diversos gêneros musicais, que manterão a característica do projeto: apenas um músico no palco.

A abertura será em 5 de abril, quarta-feira, às 20h, com o compositor e cantor gaúcho Nei Lisboa. Ele preparou um show inédito, no qual faz a retrospectiva de sua carreira iniciada em 1979 e que lhe rendeu onze discos, além de coletâneas.

A diversidade e a inovação continuam dando a tônica de alguns concertos. Este ano, além de Nei Lisboa, haverá música brasileira de raiz com a mineira Dea Trancoso, instrumental brasileiro com o violeiro Cacai Nunes e o clarinetista e saxofonista Nailor Proveta. Além disso, música norueguesa tradicional com Benjamin Maurseth e latino-americana com o peruano Federico Tarazona. O folk será representado por Benjamin Existe. Haverá, ainda, três recitais de música clássica: do violoncelista Antonio Meneses, da cantora lírica Kismara Pessatti e da pianista Olga Kiun.

“Há música para todos os gostos e concertos que são difíceis de serem agendados, como o de Benedicte Maurseth, que é norueguesa e fará solo de hardanger fiddle, que é o instrumento típico da Noruega. Destaque também para a presença de Antonio Meneses, ele que é um dos principais violoncelistas da atualidade”, diz o curador e produtor Alvaro Collaço. “Outra inovação é a realização de dois concertos temáticos. Benjamin Existe mostrará o folk americano a partir dos seus principais compositores. A pianista Olga Kiun fará recital sobre a Música e a Revolução Comunista, exatamente em outubro, quando se completa 100 anos da Revolução. Olga Kiun, a propósito, nasceu e viveu na então União Soviética”, explica Collaço.

Nei Lisboa

Nei Lisboa nasceu em Caxias do Sul e reside desde a infância em Porto Alegre. Possui 11 discos lançados ao longo de mais de três décadas, além de dois livros: uma coletânea de crônicas e um romance, este editado no Brasil e na França. A paixão pela música popular surgiu na infância e a carreira artística iniciou-se em 1979, com os espetáculos “Lado a lado” e “Deu pra ti anos 70”, em parceria com o guitarrista Augusto Licks.

O primeiro disco, “Pra viajar no cosmos não precisa gasolina”, é uma produção independente de 1983. Em 1984, por intermédio de uma gravadora regional (ACIT), ele lançou seu segundo disco, “Noves fora”. Ao final de 1986, Nei assinou contrato com a gravadora EMI-Odeon, que resultou nos discos “Carecas da Jamaica”, de 1987, pelo qual recebeu o Prêmio Sharp de revelação pop/rock; e “Hein?!”, lançado em 1988. Em 1990, partiu para sua primeira incursão na literatura, o romance “Um morto pula a janela”, lançado em 1991 pela editora Artes & Ofícios, e relançado pela editora Sulina em 1999, com uma tradução francesa editada pela L’Harmattan em 2000.

Nei Lisboa gravou os discos autorais “Amém”, de 1993; “Cena Beatnik”, de 2000; “Relógios de sol”, de 2003; “Translucidação”, de 2006; “Vapor da estação”, de 2010; “A vida inteira”, de 2013, e “”Telas, tramas & trapaças do novo mundo”, de 2015. Sua discografia contempla ainda com “Hi-fi”, CD de 1998 que é um apanhado de clássicos da música pop e do repertório folk que influenciou o seu início de carreira nos anos 70. O músico foi homenageado em 2002 com o CD “Baladas do Bom Fim”, no qual artistas e bandas do Rio Grande do Sul cantam sua música.

Nei Lisboa transita entre MPB, música tradicional gaúcha e rock e a poesia traz uma forte reflexão sobre sua geração e os anos 60 e 70. Seu trabalho fez parte da trilha de vários filmes da cinematografia gaúcha, como “Deu pra ti anos 70”, “Verdes anos” e “Houve uma vez dois verões”. Em “Meu tio matou um cara”, de Jorge Furtado, um dos principais temas é a canção “Pra te lembrar”, na interpretação de Caetano Veloso.

A apresentação, na Série Solo Música, em 5 de abril, às 20h, tem patrocínio da CAIXA e Governo Federal e é uma realização de Alvaro Collaço Produções com produção local de Tatiana Carvalhedo Produções. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) podem ser adquiridos a partir do sábado anterior à data do evento, na bilheteria do Teatro da CAIXA, na CAIXA Cultural Brasília. A bilheteria abre de terça a sexta-feira e domingo, das 13h às 21h; sábado, das 9h às 21h. Informações: 3206-6456 (bilheteria). A classificação indicativa é 12 anos.

A PROGRAMAÇÃO:

Além da apresentação de Nei Lisboa, em 5 de abril, vários artistas subirão ao palco do Teatro da CAIXA Cultural até janeiro de 2018.

3 de maio – Dea Trancoso
A cantora mineira, que é filha de pais seresteiros e foi influenciada pelos violeiros, cantadores, congadeiros e foliões do Vale do Jequitinhonha, lançará seu mais recente trabalho: “Líricas breves para a construção de uma alma”. Será na Série Solo Música a sua estreia em Brasília.

24 de maio – Cacai Nunes
O violeiro pernambucano, radicado desde a infância em Brasília, mostra as diversas possibilidades da viola brasileira, das tradicionais modas, passando pelo forró e choro.

7 de junho – Benedicte Maurseth
A musicista norueguesa é especialista em hardanger fiddle, uma espécie de rabeca e que instrumento típico da Noruega. No repertório, canções tradicionais norueguesas.

3 de julho – Kismara Pessatti
A contralto curitibana, radicada na Suíça e que tem se apresentado em óperas pelo mundo inteiro, fará um raríssimo recital solo, criado especialmente para o projeto.

15 de agosto – Antonio Meneses
Um dos principais violoncelistas da atualidade, o pernambucano Antonio Meneses, que é radicado na Suíça, se apresenta na Série Solo Música com um repertório especialmente escolhido para o projeto.

13 de setembro – Benjamin Existe
O músico natural da Bahia e um dos especialistas em folk no Brasil fará um recital em que traz a música dos principais nomes do gênero dos Estados Unidos: Woody Guthrie, Bob Dylan, Pete Seeger, Tim Buckley e Paul Simon, além de composições próprias.

4 de outubro – Olga Kiun
A pianista nascida no Cazaquistão, na então União Soviética, naturalizada brasileira, fará recital de reflexão acerca dos 100 da Revolução Comunista na Rússia. O recital terá direção de Flávio Stein, tendo como repertório obras de Shostakovich, Prokofieff, Rachmaninoff e Khachatchurian, entre outros compositores.

1 de novembro – Federico Tarazona
Um dos principais intérpretes de charango no mundo, o músico peruano mostrará o quanto é bela a sonoridade do instrumento, que pouco é mostrado no Brasil como solista.

17 de janeiro de 2018 – Nailor Proveta
O clarinetista e saxofonista, diretor da Bandas Mantiqueira, fará seu recital solo com obras clássicas do choro e uma música de Nelson Ayres.

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