Verdão bate Bahia por 1 a 0 com gol de Dudu no Pacaembu


O Palmeiras passou pelo Bahia após vencer por 1 a 0, com gol de Dudu no segundo tempo, na noite desta quinta-feira (16), no Pacaembu, e terá como próximo adversário na Copa do Brasil o Cruzeiro, pelas semifinais do torneio. Esta será a oitava participação do clube nas semifinais do Nacional. Além de 2018, os outros anos em que o Alviverde avançou a esta etapa são: 1992, 1996, 1997, 1998, 1999, 2012 e 2015.

Invicto na competição, o Verdão busca seu 4º título da Copa do Brasil. Os anos em que se sagrou campeão são 1998, 2012 e 2015 (os dois primeiros, aliás, com o técnico Luiz Felipe Scolari). No primeiro título, em 1998, o troféu assegurou a participação do Verdão na Libertadores do ano seguinte, que também foi vencida pelo time dirigido por Felipão.

Já a conquista mais recente, em 2015 – comandada por Marcelo Oliveira –, contou com participação fundamental de dois jogadores que seguem no atual elenco palestrino: o goleiro Fernando Prass, que, na disputa de pênaltis, fez o gol do título, e o atacante Dudu, responsável por duas bolas na rede na grande final contra o Santos.

Este jogo frente o Bahia marcou ainda a 50ª partida do Palmeiras na temporada de 2018. O saldo é de 31 vitórias, 11 empates e oito derrotas (marcou 86 gols e foi vazado em 31 ocasiões). Os números da equipe no ano incluem um vice-campeonato estadual, retrospecto invicto em dois torneios (Copa do Brasil e Libertadores), uma série de seis vitórias e uma sequência sem de oito jogos sem sofrer revés, além de uma excursão à América Central com 100% de aproveitamento (com direito à goleada por 6 a 0).

Diante do Bahia, Luiz Felipe Scolari completou 50 jogos no campo municipal – com 21 vitórias, 16 empates e 13 derrotas. Em sua passagem anterior pelo Palmeiras, entre 2010 e 2012, o técnico não contou com o Palestra Italia, já que a casa alviverde passava por reformas. Com isso, o estádio do Pacaembu, palco da partida de hoje, foi um dos locais mais utilizados à época – fato que explica o alto número de partidas do treinador no local.

Felipão, inclusive, é o treinador que por mais vezes comandou o Palmeiras em jogos de Copa do Brasil ao longo da história palmeirense (45 partidas e dois títulos conquistados). Contra o Bahia, este foi o 1º confronto de Felipão válido por esta competição nacional – o comandante alviverde, no entanto, já havia dirigido o clube em partidas ante o Tricolor Baiano por cinco vezes em outras disputas: quatro pelo Brasileirão e uma pelo Torneio Maria Quitéria. No saldo total das seis partidas do treinador diante do Bahia, portanto (já incluindo o resultado de hoje), o retrospecto é de duas vitórias, três empates e uma derrota.

O resultado do jogo desta quinta-feira (16), de quebra, fez com que o Verdão defendesse um tabu positivo diante do Bahia: não perde para o rival baiano desde 2012. Neste intervalo, os times se enfrentaram em oito ocasiões, com cinco vitórias do Palmeiras e outros três empates. E dentro desta série invicta, o saldo de gols também favorece a equipe palestrina, que balançou as redes adversárias 13 vezes contra cinco gols sofridos.

Vale lembrar que o duelo desta quinta-feira marcou o 52º encontro entre os dois times em toda a história – o Verdão leva vantagem no histórico do confronto, com 28 vitórias contra nove derrotas nesse total de partidas disputadas pelos dois esquadrões (os outros 15 prélios terminaram empatados).

1º encontro com o Bahia e maior goleada

O primeiro embate entre as duas agremiações foi um amistoso disputado em 1937, quando o Verdão ainda se chamava Palestra Italia, no Campo da Graça (em Salvador-BA). Na ocasião, com gols de Luizinho, Moacyr e Rolando (duas vezes), a equipe esmeraldina bateu o Bahia por 4 a 0, placar este que também é a maior goleada do confronto – o resultado foi repetido pelo Palmeiras mais tarde em outras três oportunidades: 1963, 1983 e 2002.

Defesa que ninguém passa

Sem sofrer gol nos últimos seis jogos – Paraná Clube (29/07, pelo Brasileiro), Bahia (02/08, pela Copa do Brasil), América-MG (05/08, pelo Brasileiro), Cerro Porteño-PAR (09/08, pela Libertadores) e Vasco (12/08, pelo Brasileiro), e agora novamente o Bahia (16/08, pela Copa do Brasil) o Palmeiras igualou a série de seis duelos intransponíveis referentes ao ano de 2008, entre setembro e outubro, quando passou sem ser vazado por Cruzeiro, Vasco da Gama (duas vezes), Sport Ancash-PER (duas vezes) e Náutico. Ou seja, algo inédito em quase dez anos.

Palmeiras na Copa do Brasil

O Palmeiras disputou, ao todo, 148 jogos válidos pela Copa do Brasil. O saldo histórico é positivo, com 84 vitórias, 36 empates e 28 derrotas (287 gols marcados e 147 sofridos). No total, são 23 edições disputadas da competição nacional, já considerando o ano de 2018.

Grandes expoentes do verdão na Copa do Brasil

O goleiro Marcos é quem mais edições da Copa do Brasil disputou com a camisa do Palmeiras (nove no total e de forma consecutiva). O ex-volante Galeano, por sua vez, é o palestrino que mais vezes jogou (38), enquanto Velloso e o próprio Galeano são os que mais venceram – 22 triunfos. Na galeria dos treinadores, Luiz Felipe Scolari detém o maior número de jogos à frente da equipe alviverde na competição (45), sendo o treinador que mais venceu (27) – ele ainda faturou as taças de 1998 e 2012.

1996 – Edição com mais gols na Copa do Brasil

Em 1996, o Palmeiras estabeleceu seu recorde de gols em uma mesma edição da Copa do Brasil: foram 26 bolas na rede em nove partidas disputadas (média de 2,8 por jogo). No mesmo ano, o time venceu o Sergipe-SE, fora de casa, por 8 a 0 – o triunfo representa a maior goleada da equipe na história do torneio. Os tentos neste jogo foram anotados por Luizão (4), Djalminha (2), Cafu e Rivaldo.

Agenda

O próximo jogo do Palmeiras será no domingo (19), às 16h, contra o Vitória, em Salvador-BA, pela 19a rodada do Campeonato Brasileiro. Já na quarta (22), às 21h, será a vez de enfrentar o Botafogo, no Allianz Parque, novamente pelo Nacional.

O jogo

Em noite fria e com garoa no Pacaembu, as equipes voltaram a se enfrentar após empatarem por 0 a 0 na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida. Valendo vaga às semifinais, o Palmeiras mostrou seu ímpeto aguerrido e não cedeu à pressão do rival, que logo no início tentou se impor – sofrendo inclusive uma perigosíssima bola na trave.

A resposta do Palmeiras veio com alguns ataques promissores: Borja, Willian e Moisés foram os que criaram as melhores chances do Verdão no primeiro tempo. Apesar de o Alviverde ter exercido a maior pressão na etapa inicial, os primeiros 45 minutos não saíram do empate sem gols.

No segundo tempo, após repetir as jogadas ofensivas arriscadas no período anterior, o Palmeiras precisou de equilíbrio – inclusive no setor defensivo – até abrir o placar, aos 28 minutos. Dudu recebeu Mayke, que havia feito tabela com Moisés, para empurrar a pelota para o fundo das redes. (Palmeiras 1×0 Bahia)

Após o gol, Felipão mexeu no time pela primeira vez apenas aos 37 do segundo tempo. O volante Thiago Santos entrou no lugar do atacante Borja, fazendo com que o time adquirisse uma característica mais defensiva.

Em seguida, o Alviverde se protegeu bem das investidas do time baiano e consumou a classificação, sob o olhar de 28.057 torcedores presentes no Pacaembu. Antes de a partida terminaram, Hyoran ainda entrou no lugar de Willian, e a terceira substituição que o Palmeiras teria direito nem sequer precisou ser acionada.

Palmeiras: Weverton; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés; Willian (Hyoran, aos 44’/2ºT), Dudu e Borja (Thiago Santos, aos 37’/2ºT). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Gol: Dudu (28’/2ºT) (1-0).

Cartões amarelos: Borja e Felipe Melo.

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