CANTORA LANÇA DISCO EM BRASÍLIA


Cantora carioca Ana Sucha lança seu primeiro disco em Brasília. De volta a Brasília, cidade onde passou a adolescência, cantora comemora sucesso do trabalho no Rio de Janeiro. Álbum reverbera a temática LGBT e questões de gênero, sob a produção de Eugenio Dale

Ana Sucha é uma jovem cantora, compositora e multi-instrumentista carioca. Viveu parte da adolescência em Brasília e, ao voltar para o Rio de Janeiro, com intuito de estudar Psicologia na UFRJ, acabou vendo na música seu caminho possível. Experiente baterista até então, Sucha encarou o violão e o canto como desafios, que hoje são seu maior ofício. Foi então que o reconhecido produtor Eugenio Dale – responsável por grandes trabalhos de Ana Carolina, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Baby do Brasil e Dominguinhos – juntou-se à cantora para a gravação do disco “Inês”, seu primeiro de carreira.

Depois do lançamento nacional do trabalho no Solar de Botafogo, em junho, a cantora desembarca em Brasília para dois dias de apresentações no Espaço Cena (SHCN CL 205 Bloco C Loja 205 – Asa Norte). Guiado pelo repertório do disco, o show reserva grandes surpresas: Ana Sucha se apresenta no formato “banda Anas”, no qual grava os instrumentos ao vivo e na frente do público e se vale de pedais de looping para formar uma “big band de uma pessoa só”.

Os shows no Espaço Cena acontecem nos dias 23 e 24 julho (sábado e domingo), às 21h e 20h, respectivamente, com ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). Os ingressos podem ser comprados antecipadamente pelo site Sympla ou uma hora antes do show, na bilheteria do espaço. A curta temporada conta com a produção da Um Nome Produção e Comunicação.

Em “Inês”, Sucha canta o feminismo e a luta LGBT em momentos, ora intensos, ora divertidos, sempre com originalidade e talento. A “Inês” que intitula o álbum é Inês de Castro, uma jovem mulher que vivia um amor proibido com D. Pedro I de Portugal. Ela foi brutalmente assassinada a mando do pai do seu amado – anos após ser morta, foi coroada como rainha.

Há espaços para boas brincadeiras, como na já popular “Uma mulher feliz”, terceira faixa do disco, que tem assinatura de Ana Sucha, Eugenio Dale e Suely Mesquita, e remonta influências da música paraense, com sintetizador bem marcado, para falar de uma relação homossexual com o “eu-lírico” do disco, a Inês. Divertida, a faixa promete encabeçar as preferidas do público, com seguinte a frase: “Ô mamãe/Há mais de um mês/Tô namorando a Inês/Nem reparei no rapaz”.

A versão física do disco “Inês” estará à venda sob o valor de R$ 20.

Serviço

Ana Sucha: lançamento do disco “Inês” em Brasília
Datas e horários: 23 de julho (sábado), às 21h e 24 de julho (domingo), às 20h
Local: Espaço Cena (SHCN CL 205 Bloco C Loja 205 – Asa Norte)
Valor de ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Como comprar: À venda antecipadamente pelo site Sympla, e na bilheteria do Espaço Cena, com uma hora de antecedência, caso a venda online não tenha se esgotado.
Classificação indicativa: 12 anos
Capacidade do teatro: 60 lugares
Contato: (61) 99253-6952 ou umnomecomunicacao@gmail.com
Produção: Um Nome Produção e Comunicação

Saiba mais sobre Ana Sucha e o disco “Inês”

A originalidade e o talento de Ana Sucha, em pouco tempo de estrada, já a levaram para grandes palcos dentro e fora do Brasil. Depois de tocar no maior festival de música brasileira da Holanda – por onde também passaram Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Gadú, Ana Sucha apresenta seu disco de estreia, “INÊS”, com produção de Eugenio Dale, que trata de suas vivências enquanto “ser mulher”, dotado de sentimentalidades, ironia e boas doses de diversidade musical.

O nome do disco é inspirado pela história de Inês de Castro, uma jovem mulher que vivia um amor proibido com D. Pedro I de Portugal. Ela foi brutalmente assassinada a mando do pai do seu amado – anos após ser morta, foi coroada como rainha. “Inês” trás consigo essa mensagem de que a mulher mesmo sendo preterida, agredida ou morta dentro desse um sistema extremamente machista em que vivemos – ela tambem é rainha. E no disco, ela busca e entende sua força.

Autodidata, Ana Sucha toca – junto com Eugenio Dale – praticamente todos os instrumentos no disco. Nas faixas “Seis sentidos” e “Eu sorrio bem mais”, eles contam com a participação dos incríveis Frederico Puppi (violoncelo) e Gustavo Corsi (guitarra). Já na canção “Onde você está?” e “Bagatelas”, quem participa é Dennis Novaes (cavaquinho).

Ana assina sete das 10 faixas do disco, ora sozinha, ora acompanhada por parceiros como Eugenio, Dennis, Suely Mesquita ou Zerzil. Também assinam canções, João Paulo Gusmão e Dennis Novaes, parceiros da cantora da época em que vivia em Brasília, e Zerzil.

“Doze temporadas”, balada de Ana Sucha, abre o disco sentenciando a superação de um relacionamento – consigo mesma – por meio da música. A canção dá o tom da poética de Sucha, onde há espaço para sentimentalidades e ironia. A “volta por cima” e o sentimento de libertação para ser quem e o que quiser ser, pode ser ouvido na faixa seguinte, “Do Fundo do Poço”, um pop-rock assinado por Sucha e Zerzil.

“Uma mulher feliz”, terceira faixa do disco, tem assinatura de Ana Sucha, Eugenio Dale e Suely Mesquita, e remonta influências da música paraense, com sintetizador bem marcado, para falar de uma relação homossexual com o “eu-lírico” do disco, a Inês. Divertida, a faixa promete encabeçar as preferidas do público, com seguinte a frase: “Ô mamãe/Há mais de um mês/Tô namorando a Inês/Nem reparei no rapaz”. A sequência traz “Meu nome é tchau”, de Ana Sucha e Suely Mesquita, e traz um funk carioca irônico sobre o término de uma relação opressora.

A balada “Seis sentidos” é uma boa declaração de amor à carioca e confere ao disco caráter popular, com promessas de boa aceitação radiofônica. Emenda-se a esta, “Sobre pássaros, flores e espinhos”, do compositor brasiliense Dennis Novaes. A faixa, que originalmente foi composta como samba, ganha, no disco, um potente arranjo roqueiro e traz uma bela reflexão sobre o amor: “Amor/A vida é feito um passarinho/É como a flor e o espinho/Tem o cantar e o sofrer”.

“Onde você está?” tem linha melódica doce e se apresenta como uma balada que versa sobre a solidão de forma muito criativa e contemporânea. Em “Vermelho cor de sangue”, de Zerzil, Ana Sucha empunha campanha feminista com letra forte e depoimentos de mulheres sobre o primeiro assédio que sofreram colados em pastiche ao longo da canção, a exemplo do videoclipe da música – lançado no dia internacional da mulher.

No “samba quadrado” “Eu sorrio bem mais”, uma composição de Dennis Novaes e João Paulo Gusmão, encontra-se outra volta por cima, com bela linha de violoncelo em diálogo com a voz de Ana Sucha. O disco termina com “Bagatelas”, canção de mensagem positiva que remete ao blues e tem na “fofura” e na brincadeira seu eixo central, com coro bem marcado, gravado por amigos da cantora.

Ana Sucha lançou o disco dia 7 de junho – exclusivamente no seu canal do YouTube (youtube.com/anasucha) e dia 16 de junho em todas as plataformas digitais. É uma artista considerada grande promessa para 2016.

Da Redação | Foto Bárbara Lopes
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