Comércio e serviços fecham 2017 com resultado negativo no DF


Comércio
Foram consultadas 900 empresas, sendo 595 do comércio e 305 de serviços | Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Comércio e serviços juntos (jan 2017 x dez 2017) tiveram queda de -7,23% é o que aponta pesquisa da Fercomércio

As vendas do comércio brasiliense fecharam 2017 com uma queda de -5,96% em relação ao ano anterior. Serviços também acumulou um resultado negativo, com queda de -9,50%, como mostra a Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF, realizada pelo Instituto Fecomércio com o apoio do Sebrae. Foram consultadas 900 empresas, sendo 595 do comércio e 305 de serviços. Comércio e serviços juntos (jan 2017 x dez 2017) tiveram queda de -7,23%.

Como ocorre tradicionalmente, o resultado das vendas de dezembro em comparação com novembro foi positivo. Mas o Natal não foi suficiente para alterar a trajetória de queda ao longo do ano. Em dezembro de 2017, as vendas do comércio cresceram 17,70% na comparação com novembro. Já as vendas do setor de serviços cresceram 2,29%. O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, explica que este movimento do último mês do ano é sazonal e caracteriza-se pelo pico nas vendas de Natal. “Já era esperado o resultado negativo de vendas no comércio e serviços em 2017, mas a confiança do brasiliense em relação ao futuro econômico está melhorando”, ressalta Adelmir.

Ainda segundo ele, o arrefecimento da inflação em 2017, além de uma ligeira melhora no mercado de trabalho e estabilidade na massa salarial ajudou no resultado acumulado do ano. “Outros fatores que ajudaram o desempenho ano passado foram as liberações de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e PIS/Pasep”, lembra. O presidente aponta que as taxas de juros para as famílias também diminuíram um pouco no ano passado, mas mesmo assim ainda estão muito elevadas.

É importante ressaltar que a Pesquisa Conjuntural é realizada apenas com Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Apenas um segmento do comércio registrou queda nas vendas em dezembro: Ótica (-2,84%). Todos os outros apresentaram crescimento nas vendas em comparação com o mês anterior: Joalheria (38,67%); Calçados (31,67%); Suprimento de Informática (31,17%); Cama, Mesa e Banho (23,36%); Padaria e Confeitaria (23,09%); Comércio Varejista de Bebida (21,06%); Vestuário e Acessórios (20,87%); Minimercados, Mercearias e Armazéns (20,13%); Papelaria e Livraria (18,71%); Cosmético e Perfumaria (17,79%); Artigos de Armarinho, Suvenires e Bijuterias (14,97%); Ferragens e Ferramentas (14,48%); Móveis (12,48%); Auto Peças e Acessórios (10,56%); Material de Construção (7,18%) e Farmácia (6,21%).

No setor de serviços, os segmentos que apresentaram queda nas vendas foram: Atividades de Condicionamento Físico (-13,11%); Capacitação e Treinamentos (-12,23%); Organizações de Feiras, Congresso e Festas (-10,39%) e Vidraçaria (-2,97%). Os segmentos que registraram crescimento nas vendas em dezembro foram: Manutenção de Veículos (20,67%); Pet Shop (13,93%); Cabeleireiros (13,35%); Sonorização, Fotografias e Iluminação (9,06%); Promoção de Vendas (6,73%); Atividade de Contabilidade (5,52%); Bares, Restaurantes e Lanchonetes (3,13%) e Manutenção e Serviços em TI (0,65%).

Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito foi o mais utilizado nas compras durante todo o ano de 2017. Em dezembro, a modalidade respondeu por 48,26% das vendas no comércio. No setor de serviços, foi responsável por 40,06% das compras. A Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF é realizada mensalmente pelo Instituto Fecomércio e tem o apoio do Sebrae.

Pesquisa Conjuntural

A Pesquisa Conjuntural acompanha, de forma sintética e sistemática, o quadro evolutivo das atividades do Comércio Varejista e de Serviços de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Os indicadores aferidos auxiliam na identificação dos segmentos que apresentaram melhor e pior desempenhos, assim como os fatores macroeconômicos que influenciam a economia local, dando um olhar técnico, porém com a subjetividade inerente a quem conhece e vive a realidade do mercado do DF.

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