CULTURA DOS POVOS NA CAIXA


Exposição interativa, que apresenta um recorte de bens culturais brasileiros, fica em cartaz até o final de março

Neste mês chega à CAIXA Cultural Brasília a exposição Patrimônio Imaterial Brasileiro – A celebração viva da cultura dos povos. A abertura da mostra é no dia 26 de janeiro, às 19h, e o publico tem até o dia 27 de março para conferir as obras na Galeria Principal, sempre de terça a domingo, das 9h às 21h. Interativa, a exposição apresenta 38 bens culturais do Brasil catalogados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo que cinco deles foram declarados Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

A mostra, que já passou por Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife e São Paulo, desembarca em Brasília ampliada. A exposição original apresentava 30 bens culturais declarados patrimônio imaterial. Com a ampliação, pelo Iphan, da catalogação de bens culturais do país, a exposição ganhou oito novas obras que enriquecem ainda mais o conteúdo do acervo.

Nos últimos 15 anos o Iphan tem registrado patrimônios imateriais brasileiros, conceito estabelecido pelos artigos 215 e 1216 da Constituição Federal de 1988, que caracteriza os bens de natureza material e imaterial, incluídos aí os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira. Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito às práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas e nos lugares, tais como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas.

Com ambientes ricamente recriados e textos didáticos que explicam a importância desses bens para a cultura do país, Patrimônio Imaterial Brasileiro – A celebração viva da cultura dos povos foi idealizada pela relações públicas Fernanda Pereira, o produtor cultural Luiz Prado e a pesquisadora e escritora Mirna Brasil Portella e tem curadoria de Luciano Figueiredo. O recorte dos 38 patrimônios culturais declarados pelo Iphan foi dividido em quatro categorias: Saberes, Lugares, Celebrações e Formas de Expressão. O Samba de Roda do Recôncavo Baiano, a Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi, Frevo, Círio de Nossa Senhora de Nazaré e a Roda de Capoeira são os bens reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Acervo

Fazem parte da mostra os bens imateriais registrados no Brasil em âmbito nacional: o Ofício dos Mestres de Capoeira e a Roda de Capoeira. O Teatro de Bonecos do Nordeste: o Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga, do Rio Grande do Norte; Babau, da Paraíba; e Mamulengo, de Pernambuco. Do Amapá, a Arte Kusiwa – pintura corporal e arte gráfica Wajãpi. Do Amazonas, a Cachoeira de Iauaretê – lugar sagrado dos povos indígenas dos rios Uaupés e Papuri – e o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. Da Bahia, o Ofício das Baianas de Acarajé, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim.

Do Espírito Santo, o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras. De Goiás, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis. Junto com Tocantins, Goiás compartilha os patrimônios Rtixòkò – expressão artística e cosmológica do Povo Karajá – e os Saberes e Práticas Associados aos Modos de Fazer Bonecas Karajá. Do Maranhão, o Complexo Cultural do Bumba-meu-Boi do Maranhão e o Tambor de Crioula do Maranhão. Minas Gerais contribui para o patrimônio imaterial com o Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro e serras da Canastra e do Salitre, o Toque dos Sinos e o Ofício dos Sineiros. Minas Gerais divide com São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o Jongo do Sudeste.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul têm registrado como bem cultural o Modo de Fazer Viola-de-Cocho. E, somente, o Mato Grosso registra o Ritual Yaokwa do Povo Indígena EnaweneNawe. No Pará, fazem parte do patrimônio o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, as Festividades de São Sebastião na Região do Marajó, o Carimbó e o Modo de fazer Cuias no Baixo Amazonas. No Paraná e São Paulo, compartilham o Fandango Caiçara. Em Pernambuco, a Feira de Caruaru, o Frevo, o Maracatu Nação, oMaracatu de Baque Solto e o Cavalo Marinho. No Piauí, a Cajuína. No Rio Grande do Norte, a Festa de Sant’Ana de Caicó.

O Rio de Janeiro também marca presença com a Festa do Divino Espírito Santo de Paraty e as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro – partido alto, samba de terreiro e samba-enredo. Sergipe tem o Modo de Fazer Renda Irlandesa. E o Rio Grande do Sul completa a lista com a Tava, lugar de referência para o povo Guarani. No dia 17 de setembro de 2015, o Iphan declarou a Festa do Pau da bandeira de Santo Antônio de Barbalha, no Ceará, patrimônio cultural imaterial do Brasil. A Festa ocorre desde o final do século XVIII e é uma celebração religiosa fundamental na construção e afirmação da identidade da população de Barbalha, da região do Cariri e do Ceará.

Serviço

Patrimônio Imaterial Brasileiro – A celebração viva da cultura dos povos
Local: Galeria Principal da Caixa Cultural Brasília (SBS, Quadra 4, Lotes 3/4)
Abertura: 26 de janeiro, às 19h
Visitação: 27 de janeiro a 27 de março de 2016; de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Classificação Indicativa: livre

Da Redação | Foto Divulgação
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