FUMAR AUMENTA RISCO DE AVC


Fumar aumenta em 2 vezes o risco de sofrer AVC

Em alusão ao Dia Mundial Mundial sem Tabaco, comemorado no próximo dia 31, Letícia Rebello, neurologista do Hospital Brasília, explica como o tabagismo é um dos principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como “derrame”, é a doença que mais causa mortes no Brasil, chegando a ser responsável por mais de 100 mortes por ano, além de ser a maior causadora de incapacidade do mundo.

Um dos principais fatores de risco da doença é o tabagismo. Fumantes têm risco duas vezes maior de desenvolver um quadro de AVC em comparação com pessoas que não fumaram ao longo da vida. Estima-se que aproximadamente 20% dos casos de AVC estão relacionados ao tabagismo.

“O tabagismo é um fator de risco independente tanto para o AVC isquêmico como também para o AVC hemorrágico. O paciente que cessa o tabagismo automaticamente já reduz os seus fatores de risco cardiovasculares”, explica Letícia Rebello, neurologista do Hospital Brasília

A influência do tabagismo no AVC isquêmico se deve principalmente à facilitação do acúmulo de placas de colesterol em vasos sanguíneos do cérebro podendo levar a uma obstrução do fluxo de sangue e posteriormente ao quadro de isquemia, ou AVC propriamente dito. “No caso do AVC hemorrágico, o fumo pode aumentar a fragilidade dos vasos do cérebro, além de contribuir com a formação de aneurismas, podendo levar à ruptura do vaso e assim ao sangramento dentro da cabeça”, destaca a neurologista.

Ainda segundo a médica, em 90% dos casos, o AVC poderia ser evitado. Colesterol, pressão alta, diabetes, tabagismo e arritmias cardíacas são fatores que elevam a chance de se ter a doença, e todos eles podem ser tratados ou evitados.

“Nosso sistema de prevenção primária é muito falho. As pessoas não se cuidam e não há políticas efetivas para estimular uma vida mais saudável da população, longe desses fatores de risco”, pontua.

A médica afirma que, para diminuir o risco de ter o AVC, é fundamental a interrupção do fumo: “Hoje em dia existem técnicas que podem facilitar o fumante a manter-se longe do cigarro durante o período de abstinência. O ideal é parar de fumar com acompanhamento médico”, destaca.

Uma pesquisa divulgada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia revelou que os pacientes que voltam a fumar depois de um AVC aumentam o risco de morte em até três vezes. De acordo com a pesquisa, todos os pacientes pararam de fumar enquanto estavam no hospital e se declararam motivados a continuar longe do vício. No entanto, após um ano do AVC, 53% haviam voltado a fumar regularmente.

Atualmente, o Hospital Brasília é o único hospital da região que possui equipe de neurologistas e neurocirurgiões especializados e altamente capacitados, com um protocolo ativo de atendimento ao AVC.
Principais sintomas do AVC:
– Fraqueza em um dos lados do corpo – dificuldade para levantar um dos braços;
– Perda de mobilidade parcial da face, a popular “boca torta”;
– Dificuldade para falar e entender uma frase.

Sobre o Hospital Brasília

Inaugurado em 1987, recebeu este nome em 1998. O Hospital Brasília hoje faz parte da Rede Impar, formada pela Maternidade Brasília e mais cinco hospitais em nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O Hospital Brasília atende pacientes nas seguintes especialidades:

Anestesiologia, Angiologia, Oncologia Clínica, Oncologia Cirúrgica, Cardiologia Clínica, Cardiologia Cirúrgica (cardiovascular), Cardiologia Cirúrgica Pediátrica, Cirurgia Bariátrica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia do Aparelho Digestório, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Coloproctologia, Endocrinologia e Metabologia, Endoscopia, Fisioterapia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia, Obstetrícia, Hematologia, Hemoterapia, Infectologia, Medicina Intensiva, Medicina Nuclear, Nefrologia, Neurologia, Neurocirurgia, Nutrologia, Nutrição, Oftalmologia, Ortopedia e Traumatologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Neonatologia, Pneumologia, Psiquiatria, Psicologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Reumatologia e Urologia.

Da Redação | Foto Divulgação
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