HOMICÍDIOS CAEM 32,3% NO DF


Comparação com o mesmo mês do ano passado confirma tendência de queda nos homicídios registrados no Distrito Federal. Crimes contra a vida caíram 15,3% no acumulado

O último mês de setembro registrou queda de 32,3% no número de homicídios em relação a setembro do ano passado. Foram 44 ocorrências desta natureza, número mais baixo entre os meses de setembro desde 2006, quando houve 43 registros. Foi o nono mês consecutivo de 2015 em que o número de homicídios caiu. No acumulado dos nove primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período de 2014, a queda é de 15,9% (de 523 homicídios para 440).

As ocorrências de latrocínios também diminuíram no acumulado de janeiro a setembro: 8,6%. Foram 35 casos em 2014 contra 32 em 2015. Somados os casos de homicídios e latrocínios aos de lesão corporal seguida de morte, que se mantiveram estáveis, com três casos em ambos os períodos, os crimes violentos letais intencionais sofreram queda de 15,3% nos nove primeiros meses de 2015 em relação aos mesmos meses do ano passado.

A redução nas estatísticas, que estão no balanço criminal apresentado nesta terça-feira (6/10) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, é decorrente das ações do Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida. O programa está baseado na articulação do trabalho das polícias, que atuam orientadas por manchas criminais e análises feitas pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

A maior redução no número de homicídios, no acumulado de janeiro a setembro, foi observada no Gama. Na região, os casos de assassinatos passaram de 45 para 25 no período: queda de 44%. São Sebastião aparece em seguida dentre as regiões com maior índice de redução desta natureza criminal (39% – de 31 para 19 casos), seguida por Planaltina (28% – de 53 para 38 casos).

Além dos crimes contra a vida, o Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida monitora de forma prioritária outros cinco crimes contra o patrimônio: roubo a pedestre, roubo de veículo, roubo em transporte coletivo, roubo em comércio e furto no interior de veículos. Todos registraram queda no acumulado de janeiro a setembro de 2015 quando comparados ao mesmo período de 2014.

Os números, no entanto, foram impactados pela greve da Polícia Civil do DF, que durou 22 dias, de 1º a 22 de setembro. “Durante a paralisação, os crimes contra o patrimônio deixaram de ser registrados, ao contrário dos crimes contra a vida, cujo registro foi mantido normalmente”, explica o secretário, Arthur Trindade. “Nós fizemos projeções com base nos registros dos últimos dez anos e percebemos que os números mais impactados pela subnotificação foram furtos no interior de veículos, roubos a pedestres e roubos em comércio”, completou.

Fonte Agência Brasília  |  Foto John Download

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