INSÔNIA: SINTOMAS E CAUSAS


Insônia: neurologista do Hospital Anchieta fala sobre sintomas, causas e prevenção, O problema é mais comum nas mulheres e pode aumentar o risco de doenças

A insônia é a incapacidade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos. O problema tem várias causas, desde genética (mais raras)até causas comportamentais, doenças e uso de remédios. “As mais frequentes no consultório são os estados de ansiedade, estresse, depressão, dor, hipertireoidismo, refluxo, uso de diuréticos, estimulantes, mídias eletrônicas, luminosidade excessiva, barulhos, entre outros”, explica o neurologista Hudson Mourão, do Hospital Anchieta.

O problema pode incomodar pessoas de qualquer idade, desde bebês até idosos. Porém, é mais comum em idosos devido a maior frequência de problemas de saúde e problemas de ordem psíquica, além de alterações no padrão do sono. “A insônia também atinge mais as mulheres. Maior presença de distúrbios de ansiedade, mudanças no ciclo hormonal, menstrual e na menopausa causam distúrbios temporários ou permanentes de sono”, afirma o neurologista.

Sintomas: O principal é a dificuldade de ter um sono reparador. “O sono é onde passamos 1/3 de nossa vida e, nesta fase, ocorrem importantes funções fisiológicas para manutenção do organismo, em especial o próprio cérebro. A falta do sono leva a falta de atenção, dificuldades de memória, irritabilidade, cansaço e perda do rendimento, dificuldades em reflexos de defesa, acidentes devidos a cochilos durante uma atividade como a direção de veículos, favorece aparecimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e obesidade”, alerta Dr. Hudson Mourão.

Diagnóstico: O problema é identificado de acordo a história clínica do paciente. Exames complementares são solicitados para comprovar a suspeita, como hipertireoidismo, doenças cardíacas, investigação de interferência medicamentosa, hábitos comportamentais e de higiene do sono. A polissonografia é solicitada para afastar problemas como apneia do sono, pernas inquietas, terror noturno , entre outros.

Tratamento: De acordo com o especialista, Hudson Mourão, a primeira medida é afastar os eventos causadores externos e estimular a higiene do sono, evitando o uso de estimulantes ; tornar o local de dormir agradável, confortável, com pouco barulho e luminosidade adequada, evitar levar trabalho para cama, dormir com a televisão ligada e usar computadores e mídias sociais próximo a hora de dormir. “O segundo passo é identificar a causa e tratar como o tratamento da depressão e ansiedade. Identificar e tratar o hipertireoidismo; usar CPAP (sigla em inglês para Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), método recomendado para o tratamento de distúrbios respiratórios como ronco e apneia obstrutiva do sono; controle da dor, controle do refluxo e identificar e tratar doenças cardíacas. Caso as medidas não funcionem, pode-se usar medicamentos”.

Se o problema não for tratado de maneira adequada, o paciente pode sofrer algumas complicações como dificuldade de perder peso, facilidade de ganhar peso, arritmias cardíacas, piora dos casos de enxaqueca e pode desencadear convulsões em pacientes em tratamento de epilepsia. “Mudanças comportamentais, atividade física regular e medidas de higiene do sono são as precauções iniciais sempre indicadas para tratamento de insônia. Medicamentos são reservados para casos refratários ou associados a uma doença preexistente”, conclui o neurologista.

Da Redação | Foto John Download
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