JOANETE COMUM EM MULHERES


Joanete é mais comum em mulheres, Médico explica como se dá a doença e quais são as formas de tratamento

O pé humano é composto por uma série de músculos, ossos, ligamentos, articulações e tendões que, juntos, tem como principal objetivo impulsionar o corpo durante uma caminhada, facilitar a adaptação a diferentes tipos de solo e, principalmente, distribuir adequadamente o peso, mantendo o equilíbrio.
Com tantas funções, é fácil compreender que o pé pode sofrer alterações anatômicas provadas tanto pelo tempo ou como pela genética. E, neste sentido, uma das mais comuns é o joanete, chamado na medicina de hálux valgo.

A principal característica do joanete é a formação de uma saliência óssea na articulação metatarsofalângea do hálux, ou seja, na base do primeiro matatarso (o osso longo que liga os dedos à parte central dos pés), que ocorre quando o dedão sofre um desvio lateral na direção do segundo dedo.

De acordo com dr. Marcos Antônio Vieira, ortopedista da Clínica Cote, essa doença pode causar dores intensas no pé, além da formação de uma proeminência na base do hálux. “O joanete não aparece simplesmente porque uma nova estrutura óssea cresceu, mas por ter havido um desalinhamento entre os ossos e as articulações dos dedos dos pés. E, como consequência, a distribuição do peso nos pés fica comprometida, prejudicando várias articulações”, explica.

O joanete acomete mais as mulheres do que os homens – a cada 10 mulheres, 1 homens apresenta tais deformidades. Isso ocorre principalmente devido ao fato de as mulheres usarem mais sapatos de salto, de bico fino e apertados, visto que o salto projeta o pé para frente – o que prejudica a distribuição do peso corporal –, o bico fino favorece a compressão dos dedos – principalmente do dedão e do dedinho – e a parte da frente do calçado muito justa é fator de risco para o aparecimento dos joanetes.

No entanto, para todos os casos de joanetes não existe um tratamento padrão, pois o médico irá avaliar todas as condições e necessidades de cada paciente, como idade, estilo de vida, estado geral de saúde, sintomas e muitos outros antes de propor um tratamento conservador ou cirúrgico. “É raro que a deformidade seja tratada apenas retirando a proeminência óssea, pois ela volta como bursite do hálux. Contudo, a escolha do tipo da operação baseia-se em sua gravidade, na presença de artrite na articulação do dedo grande e no espaço entre o primeiro e o segundo metatarso, o que poderá influenciar no tipo de anestesia também, que a depender da condição do paciente e dos sintomas, será local ou espinhal”, conclui Marcos Antônio Vieira.

Serviço

Cote – Centro de ortopedia e traumatologia especializada
Telefones e marcação de consultas: 61- 3704-9006/ 3704-9007
Horário de atendimento: Consultório: 8h às 22h.
Atendimento no PS: 24h
E-mail: cotebrasilia@gmail.com
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Da Redação | Foto John Download
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