A obra é uma idealização do grupo brasiliense 1/Quatro e vive releitura de Alice no País das Maravilhas na figura de uma motoqueira

No mês de fevereiro, entre os dias e 22 a 25 de fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe a peça “Qualquer Caminho Serve”. Nascida da inquietação sobre condutas e comportamentos da figura da mulher dentro de universos considerados “exclusivamente” masculinos, como por exemplo os motoclubes, em que existe uma hierarquia de patentes e, raramente (a não ser que o grupo seja 100% feminino) a patente de presidente seria exercida por uma mulher. O enredo busca personificar essa figura não estereotipada de uma líder respeitada pelas suas condutas humanas como indivíduo e não somente pelo gênero que possui.

O roteiro é uma releitura dos clássicos “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”, de Lewis Carroll e questiona escolhas e consequências de viver de maneira “mundana” e crua. Assim como a curiosa Alice da obra original que tem por enredo lidar com escolhas nem sempre deliberadas e com as consequências de suas ações impulsivas que mudam completamente seu destino em busca do Coelho.

Caminhos que a levam até mesmo ao árduo julgamento da Rainha de Copas, em que a personagem busca uma liberdade de paradigmas sociais. Alissa agora tem a força e a densidade necessária para aguentar o ônus e o bônus de ser a presidente de um moto clube: Mundanos MC e saber que seu presente e seu futuro são frutos das escolhas que fez ou não no passado.

A obra é uma idealização do Grupo 1/Quatro, composto pelos artistas brasilienses: Amanda Grego que, além de diretora do espetáculo, se especializou em dublagem, participando de campanhas publicitárias como a do “Café do Sítio – Todo Mundo Bebe” (2015-2016) e foi a principal incentivadora para a pesquisa sobre o lugar do feminino no motoclubismo. Douglas Menezes, bailarino, produtor do Grupo e sócio fundador da Saúva Agência Criativa, premiado em festivais nacionais (Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo) com a Duo Cia de Dança e Rodrigo Mendes, professor de teatro especializado em cenografia. Os três são formados pela Universidade de Brasília entre os anos de 2014 e 2016.

O grupo sentiu a necessidade de levar para o palco toda a veracidade entre cena-espectador depois de vivenciar experimentações com teatro de rua em uma releitura mambembe de “O Pequeno Príncipe”, chamada “Tacaqui”. A história narrava a busca de um jovem príncipe atrás de sua flor e buscava atrair o público para mergulhar durante 30 minutos em um universo inspirando na literatura de cordel. O trabalho autoral foi encenado em vários pontos turísticos da capital (Torre de TV, Museu da República, Parque da Cidade, Praça do Relógio) e serviu de termômetro para construir o nível de realidade apresentada em “Qualquer Caminho Serve”.

O projeto é contemplado pelo Edital de Seleção Pública de Projetos Culturais para a cessão de espaço do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Os ingressos custam R$ 10,00 (meia-entrada), também para clientes BB, e R$ 20,00 (inteira). A peça é idealização do Grupo 1/Quatro em parceria com a banda Eufohria, responsável pela composição da sonoplastia original e direção musical, o premiado diretor de cinema Elias Guerra (em 2016 foi co-fundador do Canal de Youtube Game Chinchila, onde é diretor, produtor, técnico de imagem e som e montador. Em 2017, foi roteirista e montador do filme O Menino Leão e a Menina Coruja, Melhor filme infantil no 6º Curta Brasília, Melhor Direção de Arte e Melhor Curta Metragem no Júri Popular no 50º FBCB) e responsável pelo curta que introduz a narrativa e produção da Saúva Agência Criativa.

Serviço

QUALQUER CAMINHO SERVE

Dias: 22, 23, 24 e 25/02.
Horário: 20h.
Duração: 40min.
Classificação indicativa: 14 anos.
Local: SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Trecho 02 Lt 22 Edifício Tancredo Neves Lote 22 – Asa Sul, Brasília – DF – Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB
Ingressos: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia-entrada).
Informações: Douglas Menezes – 61 98183-8658
Site: bb.com.br/cultura

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