PRESERVAÇÃO DO CERRADO


Preservação do cerrado é destaque em lançamento da Campanha da Fraternidade na CLDF

A preservação do bioma do cerrado foi uma das principais defesas dos participantes da homenagem à campanha da fraternidade de 2017, que ocorreu na tarde desta segunda-feira (3) no plenário. A solenidade trouxe o tema da campanha “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” para a Casa por iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT).

Vigilante lembrou a histórica união entre a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e as causas democráticas brasileiras. Ele destacou a pertinência da campanha deste ano, em especial no contexto local que necessita privilegiar “as ações de recuperação de nascentes”.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT), considerou que o bioma do cerrado é “o celeiro” do País e, por isso, os que nele vivem “têm muito trabalho a fazer”. A formação espiritual e ecológica é fruto da visão inovadora do papa Francisco, segundo o parlamentar, que defendeu também o respeito à Terra Mãe. De acordo com o presidente, a ideia de preservação e cuidado com o bioma deve permear os projetos da Câmara.

Reunir todos os projetos que tratam sobre proteção do bioma do cerrado foi a sugestão do deputado Chico Leite (Rede), que citou homilia do papa Francisco: “o respeito pelo ambiente onde vivemos não é tarefa apenas de ambientalistas, mas de todos os cristãos, que devem ser guardiões da criação”. Para o deputado Raimundo Ribeiro (PPS), a preocupação com os biomas é necessária no processo de reconstrução do País, em especial de Brasília.

Água – Cuidar do bioma, da terra, do clima e da água são temas “extremamente importantes, independente da religião”, considerou o deputado Bispo Renato Andrade (PR). A responsabilidade coletiva, em especial sobre a questão da água, foi enfatizada pelas deputadas Celina Leão (PPS) e Luzia de Paula (PSB). “Cuidar das águas é obrigação de todos nós”, disse a deputada Liliane Roriz (PTB).

“O cerrado é o berço das águas; sem cerrado, sem água, sem vida”, afirmou o coordenador arquidiocesano da campanha da fraternidade, Hélio José da Silva. Além da preservação dos biomas brasileiros, a campanha deste ano defende também a cultura dos povos originários de cada bioma, lembrou.

Ao encerrar a solenidade, o presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha, agradeceu à Casa por ajudar a difundir a mensagem da campanha da fraternidade deste ano. Dom Sérgio, que é cardeal da arquidiocese de Brasília, chamou a todos para refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas, como o desmatamento e a destruição das nascentes. Para o cardeal, a campanha é um estímulo à reflexão sobre as ações individuais e as ações do poder público sobre os biomas e os povos originários.

Da Redação | Foto Carlos Gandra/CLDF
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